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Resenha: Biding 13

Binding 13 é uma história intensa, cheia de camadas e também de gatilhos.

Shannon é uma garota de 15 anos que vive em um ambiente completamente abusivo. Em casa, enfrenta um pai agressivo; na escola, um tipo de bullying que vai muito além de palavras, aquele que deixa marcas no corpo e na alma. Todos os dias parecem o mesmo pesadelo, e, como se não bastasse, ela ainda é culpada por tudo o que acontece ao seu redor.

Johnny, por outro lado, é o típico astro do rugby: bonito, popular, inteligente e com um futuro promissor. Mas nem tudo é tão perfeito quanto parece. Após uma cirurgia na perna, ele insiste em continuar treinando antes do tempo ideal, e logo isso começa a cobrar seu preço.

Perto de uma temporada decisiva, quando está a um passo de conquistar tudo o que sempre quis, um momento de raiva muda completamente o rumo da história: durante um treino, ele acerta, sem querer, uma bola com toda força em uma nova aluna do colégio.

Essa aluna é Shannon.

O impacto a faz rolar barranco abaixo, destruindo seu uniforme novo e marcando o início de algo muito maior. Johnny corre para ajudá-la, sem imaginar que aquele encontro mudaria completamente a vida dos dois.

A partir daí, acompanhamos uma dinâmica diferente do que estamos acostumados: Shannon, apesar de todo esforço, enfrenta dificuldades na escola por tudo o que viveu. Já Johnny, além de atleta, é inteligente e disciplinado, quebrando aquele estereótipo clássico dos romances.

Ao longo da história, outros personagens também conquistam espaço (como o Gibsie, melhor amigo do Johnny), e o relacionamento entre Shannon e Johnny se torna cada vez mais intenso, profundo e arrebatador.

Mas existe um conflito: Johnny vê esse sentimento como algo proibido. Não só pela diferença de idade, mas porque sabe que vai embora no fim do verão. E, no fundo, ele não acha justo alimentar algo que talvez não possa durar.

A história é regada por momentos marcantes e, quando você pensa que não pode piorar… tudo piora — da forma mais dolorosa que se pode imaginar.

Ainda assim, em meio a tanta dor e a um ambiente tão hostil, o amor sobrevive e floresce a cada página.

No começo, a leitura foi um pouco difícil para mim por conta da linguagem bem jovial e cheia de xingamentos, mas isso faz parte do contexto em que a história se passa.

No fim, vale muito a pena.

E, pra quem se apaixonar pela história assim como eu, já temos uma adaptação confirmada: a série vai adaptar o primeiro e o segundo livro na primeira temporada.

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